A Vale divulgou nesta terça-feira, 28, o balanço do primeiro trimestre de 2026, em que registrou um EBITDA Proforma de US$ 3,9 bilhões, uma alta de 21% na comparação ano/ano. A empresa apresentou uma performance operacional robusta, com alta de vendas em todos os segmentos de negócio, e foi beneficiada pelo aumento dos preços de seus principais produtos. Em especial na unidade de metais básicos, que inclui cobre e níquel, o EBITDA dobrou ano/ano, subindo de US$ 600 milhões para US$ 1,2 bilhão, enquanto a unidade de minério de ferro apresentou mais um desempenho sólido, com EBITDA de US$ 2,9 bilhões,e alta de 72% nos prêmios all-in trimestre/trimestre.
O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, destacou: “Entregamos um início sólido em 2026, refletindo nossa execução disciplinada, excelência operacional e o contínuo desenvolvimento de projetos estratégicos em todo o nosso portfólio. Durante o trimestre, alcançamos recordes de produção em múltiplos ativos, demonstrando a força de nossas operações. Nosso portfólio flexível nos permitiu capturar oportunidades em um ambiente de mercado robusto, enquanto a busca contínua por eficiência de custos segue preservando nossa competitividade e construindo resiliência diante de pressões externas persistentes”.
Pimenta também reconheceu os resultados positivos da Vale Base Metals: “Continuamos a colher os benefícios de nossas iniciativas de otimização de ativos, resultando em maior produção e menores custos, enquanto nossos ativos de cobre e níquel também se beneficiam de sua natureza polimetálica. Esses resultados reforçam nossa confiança no ano que temos pela frente e nosso compromisso de gerar retornos sustentáveis de longo prazo para nossos acionistas.”
A alta nas vendas no 1T26 ajudou a maximizar o efeito positivo dos preços. Na comparação ano/ano, o aumento de vendas foi de 4% no minério de ferro (mais 2,6 milhões de toneladas), 11% no cobre (mais 9 mil toneladas) e 15% no níquel (mais 6 mil toneladas), enquanto o preço realizado do minério de ferro subiu 6% ano/ano para US$ 95,8/t. O preço do cobre avançou 48%, para US$ 13.143/t, e o do níquel 6%, para US$ 17.015/t.
A forte apreciação do real no trimestre, com uma queda na cotação de R$ 0,60 em relação ao dólar ano/ano, levou a uma alta de 12% do custo caixa C1 de minério de ferro – da mina ao porto e excluindo compras de terceiros – para US$ 23,6/t. Já o custo all-in do cobre caiu US$ 1,854/t para US$ -642/t, enquanto o do níquel teve queda de 48% a/a para US$ 8.184/t, impulsionado por fortes receitas de subprodutos e melhoria de custos contínua no segmento.
Mesmo com o efeito da valorização do real, o lucro líquido proforma em reais cresceu 16% ano/ano de R$ 8,6 bilhões para R$ 10 bilhões, movido pela alta expressiva do EBITDA Proforma. Em dólares, a alta foi de 29%, de US$ 1,5 bilhão para US$ 1,9 bilhão.
Os investimentos de capital no trimestre chegaram a US$ 1,1 bilhão, em linha com a projeção anual de US$ 5,4 a 5,7 bilhões.
O fluxo de caixa livre recorrente totalizou US$ 813 milhões, uma alta de 61% ano/ano, impulsionado pelo EBITDA Proforma mais forte. Já a dívida líquida expandida chegou a US$ 17,8 bilhões no final do trimestre – US$ 2,2 bilhões a mais do que no trimestre anterior, porém dentro da meta de US$ 15 a 20 bilhões estipulada pela companhia. A alta se deveu ao pagamento de remuneração ao acionista no trimestre e foi parcialmente compensada pela geração de fluxo de caixa.
A Vale recomprou US$ 74 milhões em ações no primeiro trimestre, o equivalente a cerca de 5 milhões de ações, como parte de seu programa de recompra anunciado em fevereiro de 2025.
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