A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu e remeteu à justiça, nesta terça-feira (19/5), o procedimento investigativo instaurado para apurar ato infracional análogo ao crime de furto envolvendo uma adolescente, de 17 anos. O resultado foi a identificação de um grupo criminoso que desviava valores de uma instituição bancária em Belo Horizonte.
O procedimento tramitou e foi finalizado pela Delegacia Especializada em Apuração de Ato Infracional (Deai) após acionada pela Polícia Federal em julho de 2025.
Segundo o delegado Eduardo Dantas, responsável pela investigação, a equipe descobriu um esquema criminoso voltado ao desvio fraudulento de valores de correntistas. “As apurações revelaram a existência de uma organização criminosa composta por autores maiores e menores de idade, com atuação coordenada e divisão de tarefas, cujo ponto central era a adolescente que atuava na condição de “menor aprendiz” na instituição financeira lesada”, informou.
Ainda, de acordo com o delegado, a adolescente valia-se da função que exercia e da confiança dos clientes para praticar atos infracionais. “Ela coletava indevidamente credenciais de acesso a aplicativos financeiros e viabilizava a ativação de dispositivos de terceiros, permitindo que outros integrantes do grupo, atuando remotamente, realizassem transferências eletrônicas não autorizadas”, detalhou.
A investigação ainda apontou que os recursos desviados eram distribuídos entre contas de diversos membros da organização, estratégia voltada a dificultar o rastreamento dos valores e a identificação dos responsáveis.






















