Foto: Freepik

O mercado de câmbio brasileiro operou com cautela nesta quarta-feira (18), diante da expectativa pelas decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil. O dólar comercial terminou o dia com leve alta de 0,07%, cotado a R$ 5,5012, refletindo a postura mais defensiva dos investidores.

Ao longo do dia, o mercado já precificava a manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed), que confirmou a taxa no intervalo de 4,25% a 4,50% ao ano. A decisão, amplamente aguardada, foi acompanhada por sinalizações do banco central norte-americano sobre possíveis cortes de juros ainda em 2025. Mesmo com o anúncio, o dólar seguiu sem grandes alterações no Brasil.

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Além do cenário externo, os investidores também monitoraram o clima geopolítico, principalmente as tensões entre Israel e Irã, que chegaram a sustentar ligeiramente a moeda americana nas primeiras horas de negociação. No entanto, o foco principal permaneceu na chamada “superquarta”, com as definições de juros tanto nos EUA quanto no Brasil.

No mercado interno, a ansiedade ficou concentrada na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que divulgaria sua decisão apenas após o fechamento dos mercados. As apostas se dividiram: parte dos investidores esperava um aumento de 0,25 ponto percentual na Selic, levando-a de 14,75% para 15% ao ano, enquanto outros projetavam manutenção dos juros.

Durante a sessão, o dólar à vista oscilou dentro de uma faixa estreita, chegando a atingir a máxima de R$ 5,5123 e mínima de R$ 5,4756. Essa baixa variação ao longo do dia sinalizou a forte indecisão dos agentes financeiros.

Nos mercados futuros, o dólar para julho – contrato mais líquido na B3 – registrava alta de 0,10%, cotado a R$ 5,5125 às 17h03.

Já no segmento do dólar turismo, as cotações ficaram em R$ 5,518 para compra e R$ 5,698 para venda.

Com o clima de expectativa e poucos negócios expressivos, o mercado agora volta todas as atenções para a sinalização do Banco Central do Brasil sobre o rumo da política monetária no segundo semestre.

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