O dólar registrou uma forte valorização nesta sexta-feira (04/04), encerrando o dia cotado a R$ 5,8355, com alta de 3,68%, a maior variação diária desde novembro de 2022. A reação veio após o governo chinês anunciar medidas de retaliação ao pacote tarifário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Durante o pregão, a moeda americana chegou a ser negociada a R$ 5,8450, refletindo a crescente tensão no comércio internacional. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 2,96%, encerrando aos 127.256 pontos – a maior queda desde dezembro de 2024.
A nova rodada de tarifas imposta por Trump, com sobretaxas de 34% sobre produtos chineses, agravou as tensões entre Washington e Pequim. Somando os encargos anteriores, alguns itens asiáticos importados pelos EUA agora enfrentam tributações de até 54%. Em resposta, a China prometeu medidas equivalentes, incluindo barreiras a produtos norte-americanos e restrições à exportação de terras raras — minerais estratégicos na indústria tecnológica.
Com o temor de um agravamento nas relações comerciais e a possibilidade de uma recessão global, os mercados financeiros adotaram uma postura de aversão ao risco. A procura por ativos considerados mais seguros, como o dólar, aumentou.
Especialistas alertam para os riscos inflacionários nos Estados Unidos, já que os custos de importação devem subir, afetando o preço de insumos e produtos finais. Isso pode impactar o consumo e desacelerar a economia americana, o que gera preocupação nos mercados internacionais.
A perspectiva de uma guerra comercial ampliada, com outros países possivelmente aderindo a medidas de retaliação contra os EUA, também contribui para o ambiente de incerteza. O resultado foi um dia de fortes quedas nas bolsas globais e uma nova corrida pela moeda americana.






















