O advogado, jornalista e mestre em Direito Constitucional Marcelo Aro destacou, em mensagem especial, a trajetória histórica e a importância de João Monlevade para Minas Gerais, resgatando as origens do município e valorizando sua identidade cultural.
Segundo ele, antes de receber o nome atual, a região era conhecida como Carneirinhos, em referência aos primeiros moradores — pequenos agricultores que circulavam pelas montanhas com vestimentas claras, o que originou o apelido. A ocupação da área remonta ao início do século XIX, quando o engenheiro francês Jean-Antoine Félix de Sainz de Mollevade chegou à região e identificou o potencial mineral, especialmente as jazidas de ferro.
Com a instalação de uma forja catalã e a construção do Solar Mollevade, o desenvolvimento local começou a ganhar forma. Décadas depois, o avanço industrial foi impulsionado pela chegada da companhia siderúrgica belgo-mineira, que estruturou a economia e fomentou o crescimento urbano com a criação de vilas operárias, escolas, clubes e importantes equipamentos públicos, como o Hospital Margarida e a Igreja Matriz São José Operária.
Atualmente integrada ao grupo ArcelorMittal, a indústria segue como um dos pilares econômicos da cidade. A emancipação político-administrativa ocorreu em 29 de abril de 1964, consolidando João Monlevade como um dos importantes centros urbanos da região do Vale do Aço.
Na avaliação de Marcelo Aro, a cidade se destaca não apenas pela força industrial, mas também por seu potencial turístico e cultural. Pontos como a Praça do Povo, considerada o coração da cidade, reúnem eventos, feiras e manifestações populares, enquanto a Serra do Ceará atrai visitantes com trilhas, nascentes e prática de voo livre.
Outro destaque citado é a singularidade da Matriz São José Operária, reconhecida por sua arquitetura diferenciada em formato de “V”, símbolo da fé e da tradição operária local.
Ao final, Aro ressaltou a importância de celebrar a história e o desenvolvimento do município. “João Monlevade representa trabalho, acolhimento e identidade para Minas Gerais. É uma cidade construída por pessoas que fazem parte de uma trajetória rica e inspiradora”, concluiu.






















