IPATINGA (MG) – O Ministério de Minas e Energia anunciou, nesta quinta-feira (5), um aporte de aproximadamente R$ 20 milhões para o fortalecimento das ações de repressão e investigação de ilícitos minerários conduzidas pela Polícia Federal em Minas Gerais.
Os recursos são provenientes do Acordo Judicial de Reparação firmado após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, e têm como objetivo intensificar o combate a organizações criminosas e à extração ilegal de minérios no estado.
A execução do projeto será coordenada pela Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais, com atuação direta na própria superintendência e nas delegacias de Governador Valadares, Ipatinga e Juiz de Fora. Essas unidades são responsáveis por cerca de 200 municípios da Bacia do Rio Doce, abrangendo uma população estimada em 3,1 milhões de habitantes, incluindo comunidades ribeirinhas e territórios vulneráveis diretamente impactados pelo desastre ambiental.
Frentes de investimento
Os investimentos serão aplicados em três frentes estratégicas para modernizar a atuação da Polícia Federal na região:
- Mobilidade e comunicação: aquisição de viaturas especializadas, veículos blindados, guincho caracterizado e modernização da rede de comunicação crítica, por meio do sistema TETRA.
- Tecnologia e inteligência: uso intensivo de drones, sensoriamento remoto, inteligência geoespacial e computadores de alta performance para análise de dados.
- Capacidade pericial: reforço técnico nas áreas de geologia, engenharia de minas e avaliação de danos ambientais, qualificando a materialidade das investigações.
Com a ampliação da estrutura, a estimativa é de um aumento de 30% na capacidade operacional da Polícia Federal no enfrentamento a crimes minerários no Vale do Rio Doce. Também é prevista a expansão de 30% da cobertura geoespacial fiscalizada e um incremento de 25% nas operações preventivas e repressivas contra a mineração ilegal.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a medida busca garantir a responsabilização penal e o desmantelamento de estruturas criminosas de forma mais eficiente, atuando de maneira complementar às ações regulatórias e preventivas dos órgãos de fiscalização, assegurando maior proteção ao patrimônio mineral da União e à preservação do meio ambiente.




















