A fusão entre a Anglo American e a Teck Resources, que dará origem à AngloTech, movimentou o cenário internacional da mineração nesta semana. Avaliada em cerca de R$ 53 bilhões, a nova companhia promete se consolidar como uma gigante global, com foco especial na produção de cobre e outros materiais críticos.
AngloTech e a presença global
Segundo André Viana, membro do conselho de administração da Vale, a fusão representa um marco para o setor.
“É uma fusão que atrai atenção de todo o setor da mineração internacional”, destacou em entrevista ao CNN Money.
A Anglo American já atua no Brasil com o projeto Minas-Rio, responsável por produzir aproximadamente 25 milhões de toneladas de minério por ano. Com a união à Teck Resources, a nova AngloTech amplia sua força no mercado global, especialmente no Chile, onde as duas companhias já mantêm operações conjuntas.
Aporte bilionário em Minas Gerais
Além do impacto internacional, a entrevista também trouxe destaque para o Brasil. A Vale anunciou um aporte de R$ 67 bilhões em Minas Gerais, a ser realizado ao longo dos próximos cinco anos.
Entre os projetos contemplados está a reinauguração da mina de Capanema, em Ouro Preto, com capacidade para produzir 15 milhões de toneladas de minério. O pacote também envolve reparação de barragens, desenvolvimento de minas, uso de novas tecnologias e inovação.
A medida é considerada um marco para o estado, que nos últimos anos enfrentou sérios desafios relacionados à segurança de barragens.
Projeto Novo Carajás no Pará
Outro destaque é o Projeto Novo Carajás, em Parauapebas (PA), que contará com investimento estimado em R$ 70 bilhões. O empreendimento reúne diversas frentes de reposicionamento da Vale e parcerias com a Vale Base Metals (VBM).





















