ETA Pureza, responsável por abastecer 45 bairros de Itabira, está com vazão reduzida em 44% - Foto: Ascom Saae Itabira/MG
ETA Pureza, responsável por abastecer 45 bairros de Itabira, está com vazão reduzida em 44% - Foto: Ascom Saae Itabira/MG

A Prefeitura de Itabira publicou, nesta quinta-feira, 21 de agosto, um decreto que estabelece situação de emergência no município. A decisão foi tomada devido à prolongada estiagem, que reduziu de forma significativa os níveis de água nas bacias que abastecem as estações de tratamento. A medida vale até 30 de novembro de 2025.

Previsões meteorológicas e risco de colapso

O decreto considera as previsões meteorológicas que apontam a manutenção do clima seco nos próximos meses e reconhece que a estiagem atinge de forma generalizada todo o Estado de Minas Gerais. Também leva em conta o risco de colapso no abastecimento de água potável, caso não sejam adotadas providências efetivas para garantir o fornecimento de forma consciente à população.

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Queda de vazão nas estações de tratamento

Na Estação de Tratamento de Água (ETA) Pureza, responsável pelo abastecimento de 45 bairros de Itabira, a vazão média de 130 litros por segundo (l/s) despencou para 73 l/s em meados de agosto — uma redução de cerca de 44%.

Já na ETA Gatos, a média de 80 l/s caiu pela metade, chegando a apenas 40 l/s.

Essas quedas de vazão representam um impacto direto e significativo no abastecimento da cidade, comprometendo a regularidade da distribuição de água e exigindo que o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) adote medidas emergenciais para evitar a interrupção do fornecimento, especialmente nos bairros mais populosos e nas regiões atendidas por sistemas mais vulneráveis.

Uso racional da água

“Estamos diante de um cenário crítico, que demanda responsabilidade coletiva. A estiagem prolongada já compromete nossos mananciais e, sem o uso racional da água, poderemos enfrentar dificuldades ainda maiores. A decretação de emergência é uma medida preventiva para assegurar que possamos manter o abastecimento com o menor impacto possível para a população”, declarou o diretor-presidente do Saae, Valdeci Luiz Fernandes Júnior.

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