Divulgação: CBMMG

Uma caldeira de água explodiu na unidade da Itambé localizada no bairro São Geraldo, em Sete Lagoas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na manhã da última quarta-feira (02/04), levando à atuação imediata do Corpo de Bombeiros. A explosão gerou um pequeno incêndio, que foi rapidamente contido. Felizmente, não houve registro de feridos.

O episódio reacende o debate sobre a importância da manutenção preventiva e da atuação de profissionais qualificados na operação de equipamentos de alto risco. É o que ressalta Diego Fernandes da Cruz, engenheiro mecânico e coordenador da Câmara Especializada de Mecânica e Metalurgia do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG).

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“Caldeiras contam com diversos sistemas de segurança que garantem seu funcionamento dentro dos padrões aceitáveis. Por serem máquinas com alto potencial de perigo, é indispensável a presença de um profissional legalmente habilitado, conforme determina a NR-13, para identificar possíveis falhas e aplicar as medidas corretivas necessárias”, explica o engenheiro.

Com papel crucial em diferentes setores industriais, as caldeiras funcionam como verdadeiras panelas de pressão, acumulando grandes volumes de energia. Desde 2020, o Crea-MG atua em conjunto com o Ministério do Trabalho para reforçar as medidas de segurança na utilização desses equipamentos.

Julie Santos, auditora fiscal do Ministério do Trabalho, reforça a seriedade do tema. “Trata-se de uma questão que oferece riscos não só aos trabalhadores, mas também à comunidade ao redor. Nos últimos cinco anos, mais de 3 mil autos de infração foram emitidos e 65 caldeiras foram interditadas devido a riscos iminentes, só sendo liberadas após a devida correção por profissionais competentes”, destaca.

Entre as principais irregularidades encontradas em Minas Gerais estão a ausência de válvulas de alívio, manômetros inexistentes ou com defeito, inspeções periódicas em atraso, falhas nos sistemas de controle de nível de água e operação feita por pessoas sem formação técnica adequada.

Julie também enfatiza as ações educativas promovidas pela pasta: “Realizamos treinamentos direcionados a profissionais qualificados, empresas, fabricantes e proprietários de caldeiras, reforçando os deveres de cada parte conforme as diretrizes da NR-13”, conclui.

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