Após o vazamento das fotos do laudo de necropsia da cantora Marília Mendonça, a Polícia Civil de Minas Gerais anunciou ter iniciado um procedimento administrativo para investigar o caso. A divulgação das imagens, que são de propriedade da perícia, causou revolta na família da cantora, que pede que elas não sejam compartilhadas.
De acordo com a Polícia Civil, “o sistema onde os documentos investigativos são armazenados é auditável e a Superintendência de Informações e Inteligência Policial (SIIP) já está realizando levantamentos para identificar todos os acessos ao referido laudo”.
Compartilhar fotos de pessoas falecidas é considerado vilipêndio de cadáver, conforme o artigo 212 do Código Penal Brasileiro, e pode resultar em detenção de um a três anos, além de multa.
Marília Mendonça foi uma das cinco vítimas de um acidente de avião que ocorreu em uma serra em Piedade de Caratinga, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. Em 2021, a cidade estava a 309 quilômetros de Belo Horizonte. A artista tinha um show marcado para a data em Caratinga, que fica a cerca de dez quilômetros do local do acidente.
Nota da PCMG:
“A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que assim que tomou conhecimento sobre o vazamento de fotos referentes ao laudo de necropsia da cantora Marília Mendonça, imediatamente instaurou procedimento administrativo para apuração dos fatos.”





















