Na manhã desta quarta-feira (5/4), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou a operação Slayers, oportunidade em que foi cumprido mandado de prisão preventiva contra um homem, de 29 anos, investigado por envolvimento em feminicídio ocorrido no dia 27 de fevereiro deste ano, em Córrego dos Ferreiras, zona rural de Santa Bárbara do Leste, na região do Rio Doce.
Outro homem, de 22 anos, também suspeito de participação no crime, foi preso na segunda-feira (3/4), ocasião em que também foi apreendido o veículo utilizado no crime.
Entenda o caso
No dia 27 de fevereiro, a vítima, de 42 anos, saiu de casa a pé, por volta das 14 horas, e não foi mais vista. O corpo dela foi encontrado no dia 4 de março, em um cafezal localizado em Córrego dos Ferreiras, próximo à Rodovia 116, região onde a mulher morava.
Devido aos sinais de violência física e sexual encontrados na vítima, a Delegacia de Polícia Civil em Caratinga instaurou inquérito policial para apurar o caso. Assim, a partir dos levantamentos da equipe responsável por investigar crimes de homicídio, foi comprovado que a mulher foi abusada sexualmente e, em seguida, violentamente assassinada. Os trabalhos investigativos apontaram dois homens, ambos moradores de Córrego dos Ferreiras, como suspeitos.
Durante as prisões, o investigado de 22 anos – que já possui registros criminais por ameaça, difamação, vias de fato, furto e roubo – confessou o crime. Já o outro negou participação no homicídio.
Para o delegado Sávio Moraes, que coordena a investigação, ficou evidenciado nos autos do inquérito que os suspeitos agiram em conluio e de forma premeditada. “Os investigadores da equipe de homicídios, após profundo estudo dos hábitos dos moradores locais, bem como por meio de aparatos tecnológicos de investigação, evidenciaram que a vítima foi abordada pelo veículo ainda na estrada vicinal, no Córrego dos Ferreiras, e levada até o local do crime”, detalha.
De acordo com o apurado até o momento, a motivação do crime teria sido sexual, visto que os suspeitos queriam, inicialmente, estuprar a vítima. Contudo, como forma de “queima de arquivo”, isto é, para evitar que a mulher os denunciasse, decidiram matar a vítima utilizando um tronco de pé de café.
Segunda investigação
No início das investigações, a Polícia Civil tomou conhecimento sobre o print de uma mensagem divulgada pela vítima semanas antes do seu desaparecimento. Nesse conteúdo, a mulher afirmava que a filha dela, de 14 anos, teria sido abusada sexualmente por seu cunhado, um homem de 55 anos.
Diante da informação, o crime de importunação sexual também foi apurado pela PCMG, e reunidos diversos elementos que comprovaram o abuso sexual da menina por parte do parente. Entretanto, a investigação apontou que esse crime não tinha ligação com o desaparecimento e o homicídio da mulher de 42 anos.




















