Os caminhoneiros apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato derrotado nas urnas no último domingo (30), interditam a BR-381 em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, na altura da Refinaria Gabriel Passos, 10 horas depois de decisão judicial que determinou o fim do bloqueio ilegal nas estradas. A decisão judicial foi proferida pelo ministro Alexandre de Moraes e, confirmada horas depois, pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro determinou que a Polícia Rodoviária Federal e as PMs dos Estados desobstruam de imediato todas as rodovias federais ocupadas ilegalmente. Moraes impõe, ainda, multa de R$ 100 mil por hora e afastamento do cargo ao diretor geral da PRF, Silvinei Vasques, além de autorizar a prisão em flagrante dele em caso de desobediência. “Que sejam imediatamente tomadas, pela Polícia Rodoviária Federal e pelas respectivas polícias militares estaduais – no âmbito de suas atribuições – , todas as medidas necessárias e suficientes, a critério das autoridades responsáveis do poder executivo federal e dos poderes executivos estaduais, para a imediata desobstrução de todas as vias públicas que, ilicitamente, estejam com seu trânsito interrompido”, escreveu Moraes.
Ainda na noite dessa segunda-feira (31), manifestantes que já estavam em Betim se negaram a deixar a rodovia e afirmaram que “só encerrarão o protesto quando as forças armadas agirem”. Os caminhoneiros bolsonaristas colocam fogo em pneus e pedem intervenção militar porque não acreditam no resultado das urnas, que deu a vitória para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista obteve 50, 90% dos votos válidos, e Bolsonaro, 49,10%.
A Polícia Rodoviária Federal de Minas Gerais (PRF-MG) atualizou na manhã desta terça-feira o cenário nas rodovias do Estado. São 18 pontos interditados parcialmente ou totalmente, entre eles o km 485 em Betim. Segundo a Arteris, concessionária do trecho, no sentido São Paulo há lentidão de 3 km na altura do km 485. No sentido Belo Horizonte, a fila é de 1 km.




















