Reprodução Foto: Pixabay

Passa de 50 o número de cães suspeitos de morrer depois de comer petisco fabricado em São Paulo. O levantamento está sendo feito pelos próprios tutores dos animais que se organizaram em um grupo de whatsapp.

Até essa segunda-feira já chegava a 52 o número de cães que morreram depois de comer petiscos fabricados pela empresa Bassar, com sede em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

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A advogada Nayele Guidetti, que mora na capital paulista, foi quem começou a organizar o grupo. No começo de agosto ela perdeu o Zeca, um buldogue francês de 8 anos que teve uma grave crise renal repentina e mesmo com toda a assistência hospitalar, não sobreviveu.

O número de animais vítimas de intoxicação pode ser muito maior. Nayele só associou o que aconteceu com o Zeca quando as primeiras notícias de intoxicação pelos petiscos vieram à tona, um mês depois da morte do animal. Na verdade, os primeiros casos foram identificados pela polícia civil de Minas Gerais. A advogada Silvia Valamiel defende alguns tutores no estado e diz que a indenização é necessária.

Na sexta-feira, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento confirmou a contaminação de pelo menos dois produtos: um lote do petisco Every Day sabor fígado e o petisco Dental Care. Os dois são produzidos pela Bassar, que teve toda a fábrica, em Guarulhos, interditada pela ministério na sexta-feira.

Os petiscos também foram recolhidos de lojas e armazéns e a venda está proibida. O caso também está sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais. Foi em Belo Horizonte a confirmação do primeiro caso de intoxicação. 

Em nota, a Bassar Pet Shop disse que interrompeu toda a produção de sua fábrica até que sejam esclarecidas as suspeitas de contaminação. A empresa também enviou amostras de produtos a laboratórios para atestar a segurança e conformidade de seus produtos sob investigação e prestou solidariedade aos tutores de pet.

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