A Prefeitura de Itabira apresentou, na última segunda-feira (6), durante reunião das comissões da Câmara Municipal, o balanço fiscal referente ao exercício de 2025. Os dados foram detalhados pelo secretário municipal da Fazenda, Gerson dos Santos Rodrigues, que destacou os principais indicadores de arrecadação e os desafios enfrentados pelo município ao longo do último ano.
De acordo com dados oficiais, Itabira registrou uma arrecadação total de R$ 1,28 bilhão em 2025, frente aos R$ 1,37 bilhão registrados em 2024. A diferença representa uma retração de R$ 90 milhões, equivalente a 6,6% em relação ao exercício anterior.
Segundo o secretário, a redução ocorreu principalmente nas duas principais fontes de receita vinculadas à atividade mineral: a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
No caso da Cfem, a previsão de arrecadação para 2025 era de R$ 191,5 milhões. No entanto, o valor efetivamente arrecadado foi de R$ 164,1 milhões, resultando em uma diferença de R$ 27,3 milhões em relação ao previsto. Quando comparado ao desempenho de 2024, quando o município arrecadou R$ 195,9 milhões, a queda alcança R$ 31,7 milhões.
Já na arrecadação do ICMS, a previsão inicial era de R$ 296,1 milhões. Ao final do exercício, o município registrou receita de R$ 241,2 milhões, o que representa uma diferença de R$ 54,9 milhões em relação à estimativa orçamentária. Em comparação com 2024, quando o repasse foi maior, a retração chega a R$ 62,4 milhões.
Durante a apresentação aos vereadores e à população presente, o secretário destacou que as oscilações na atividade minerária impactam diretamente o comportamento das receitas municipais.
“Essa oscilação da produção da Vale compromete diretamente as receitas municipais e dificulta o planejamento”, explicou Gerson Rodrigues.
Entre os fatores que contribuíram para a queda na arrecadação estão a variação do preço internacional do minério de ferro e a paralisação da usina Cauê ocorrida no último ano. O cenário segue desfavorável, já que a usina deverá passar por novas intervenções técnicas a partir de julho deste ano.
De acordo com dados anunciados pela Vale no fim de março e publicados em relatório anual da empresa, a produção mineral em Itabira será estendida até 2053.
A apresentação realizada na Câmara Municipal integra o processo de transparência e prestação de contas da administração pública, permitindo que o Legislativo e a população acompanhem a evolução das finanças do município e os impactos das atividades econômicas sobre a arrecadação local.





















