A mina de Brucutu foi reconhecida pela sua gestão operacional e cultura organizacional Credito: Gustavo Andrade

A operação de equipamentos autônomos da Vale na mina de Brucutu, localizada em São Gonçalo do Rio Abaixo, foi reconhecida com o Shingo Prize, considerado o prêmio mais rigoroso e prestigiado do mundo em gestão operacional e cultura organizacional.

A premiação é concedida pelo Shingo Institute, da Utah State University (EUA), e foi criada em homenagem a Shigeo Shingo, um dos principais formuladores do Sistema Toyota de Produção.

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Reconhecimento internacional de excelência

O reconhecimento destaca o alto nível de excelência da unidade, que alia desempenho produtivo a padrões de segurança acima da média da indústria.

A operação de Brucutu também teve papel importante para que a Vale alcançasse o maior volume anual de produção de minério de ferro desde 2018, atingindo 336 milhões de toneladas. Esses resultados refletem a maturidade e a eficiência dos sistemas de gestão implantados na unidade.

“O prêmio comprova nosso compromisso com a excelência operacional e a melhoria contínua, profundamente enraizados em nossa jornada de transformação cultural. Ele reflete a disciplina das nossas equipes, a força da nossa cultura e a capacidade de evoluir com foco em segurança, qualidade e eficiência”, afirma Carlos Medeiros, vice-presidente de Operações da Vale.

A cerimônia oficial de entrega do Shingo Prize será realizada no dia 19 de março, nos Estados Unidos, reunindo organizações globais referência em gestão industrial.


Primeira mina brasileira 100% autônoma

Brucutu foi pioneira no Brasil ao operar uma frota de transporte 100% autônoma, iniciando o uso da tecnologia em 2018.

Atualmente, a unidade conta com:

  • 15 caminhões fora de estrada, com capacidade de 240 toneladas cada;
  • 2 perfuratrizes automatizadas;

Toda a operação é monitorada por uma equipe especializada em sala de controle, o que reduz significativamente a exposição dos trabalhadores a riscos.


Tecnologia, eficiência e sustentabilidade

A Vale mantém cerca de 100 equipamentos autônomos no Brasil, distribuídos entre operações de mina, pátio e porto.

“Há uma grande sinergia entre as metas da empresa e o uso de autônomos, que entrega segurança, redução de custos de operação, aumento de performance e redução da emissão de carbono em nossas operações”, finaliza Medeiros.


Destaque adicional

No ano passado, o Centro de Troca e Manutenção de Rodeiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC), em São Luís, também foi reconhecido internacionalmente, conquistando a medalha de prata (Shingo Silver).

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