Moradoras e moradores atingidos pelas obras de descaracterização do Sistema Pontal, em Itabira, participaram neste domingo (25) da 7ª Romaria pela Ecologia Integral, em Brumadinho. A presença do grupo foi um gesto de solidariedade às famílias das 272 vítimas do rompimento da barragem do Córrego do Feijão e de valorização da memória coletiva.
A participação faz parte da proposta de intercâmbio entre comunidades atingidas, que busca ampliar o contato com diferentes experiências, fortalecer vínculos comunitários e incentivar o diálogo sobre direitos, reparação e cuidado com os territórios.
O grupo, composto também por integrantes da Comissão de Atingidos de Itabira e por profissionais da Assessoria Técnica Independente da Fundação Israel Pinheiro (ATI/FIP), acompanhou a programação da romaria, marcada por momentos de fé, reflexão e homenagem.
O rompimento da barragem B1 da Mina Córrego do Feijão, ocorrido em 25 de janeiro de 2019, resultou na morte de 272 pessoas e em impactos sociais e ambientais em Brumadinho e na bacia do rio Paraopeba. Realizada anualmente, a romaria se consolidou como um espaço de memória, espiritualidade e reafirmação do compromisso com a vida e a justiça.
A programação começou com uma missa na Praça Orides Parreiras, que reuniu familiares das vítimas, peregrinos, comunidades de fé, movimentos sociais, ATIs e organizações de apoio. Durante a celebração, foram distribuídas 272 mudas em homenagem às vidas perdidas. Na homilia, lideranças religiosas destacaram a importância do cuidado com a Casa Comum, da solidariedade e da defesa da dignidade humana.
Após a celebração, os participantes seguiram em procissão até o letreiro de Brumadinho, em um ato coletivo de lembrança e respeito. O encontro entre comunidades de diferentes territórios reforçou o valor da escuta, do aprendizado mútuo e do fortalecimento das lutas por direitos.





















