A Vale divulgou, nesta quinta-feira, 31, o balanço referente ao segundo trimestre de 2025 (2T25), apresentando um desempenho operacional superior em relação ao mesmo período de 2024 em todos os seus segmentos de negócio. A empresa também anunciou o pagamento de juros sobre capital próprio no valor de R$ 1,895387417 por ação, em linha com sua política de remuneração ao acionista.
No minério de ferro, o custo caixa C1 (excluindo compras de terceiros), que se refere ao custo de produção da mina ao porto de embarque, caiu 11%, de US$ 24,9/t no 2T24 para US$ 22,2/t no 2T25, marcando o quarto trimestre consecutivo de queda ano/ano. Já o custo all-in, referente ao custo de entrega do produto na China, teve queda de 10%, de US$ 61,2/t no 2T24 para US$ 55,3/t no 2T25.
Além da queda nos custos, a Vale já havia reportado no último dia 22/7 um aumento da produção de minério de ferro de 4% ano/ano para 83,6 milhões de toneladas, refletindo o avanço das iniciativas de excelência operacional.
Os negócios de cobre e níquel também registraram queda nos custos como resultado da implementação de iniciativas de eficiência e do aumento da produção. No cobre, o custo all-in foi de US$ 1.450/t, 60% de queda ano/ano, e no níquel chegou a US$ 12.396/t, 30% menor na comparação ano/ano. A projeção do custo all-in de cobre foi revisada para baixo, de US$ 2.800-3.300/t para US$ 1.500-2.000/t, devido à performance operacional sólida e a preços mais altos do que o esperado de ouro, um subproduto das operações de cobre.
“Entregamos mais um trimestre sólido, refletindo nosso foco na excelência operacional e na disciplina de execução, seguindo no caminho certo para cumprir nossos guidances de 2025. Conforme avançamos na nossa estratégia de fortalecimento do nosso portfólio flexível de produtos, estamos entregando redução de custos ao mesmo tempo em que construímos uma maior resiliência, que nos ajudará a navegar bem em qualquer cenário de mercado. Essas conquistas reafirmam nossa estratégia e demonstram nosso compromisso em construir uma plataforma líder em mineração que gera valor de longo prazo para todos os nossos stakeholders”, afirma Gustavo Pimenta, presidente da Vale.
O EBITDA Proforma, que exclui itens não-recorrentes e despesas relacionadas a Brumadinho, alcançou US$ 3,4 bilhões (R$ 19,4 bilhões) no trimestre, um aumento de 7% em dólares em relação ao 1T25 (de US$ 3,2 bilhões/ R$ 18,8 bilhões), apesar de o preço realizado dos finos de minério de ferro ter caído 6% em relação ao 1T25.
Já o lucro líquido proforma, que exclui itens não-recorrentes, foi de US$ 2,1 bilhões (R$ 12,1 bilhões), um aumento de 6% em dólares em relação aos US$ 2 bilhões (R$ 10,4 bilhões) registrados no 2T24, refletindo o efeito positivo da variação cambial no resultado financeiro durante o período.
A Vale investiu US$ 1,1 bilhão no 2T25, em linha com seu guidance para 2025 de US$ 5,9 bilhões. A empresa anunciou também a obtenção da licença prévia de projeto de cobre Bacaba, parte do Programa Novo Carajás, e o início do comissionamento do projeto de níquel do segundo forno de Onça Puma, no Pará.
A geração de fluxo de caixa livre recorrente no trimestre foi de US$ 1 bilhão, o que levou a dívida líquida expandida da empresa, que inclui os compromissos de reparação de Mariana e Brumadinho, a atingir o nível de US$ 17,4 bilhões – uma redução de US$ 800 milhões em relação ao 1T25 –, dentro da meta de US$ 10 a 20 bilhões.
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