Fotos: Comunicação/Funcesi

A saúde e a educação de Itabira e região receberam um apoio fundamental nesta quarta-feira (16). Em uma cerimônia realizada no auditório do Centro Universitário Funcesi, foi oficializado um repasse de R$ 9,9 milhões da Vale (VALE³) ao curso de Medicina da instituição, iniciado em 2023.

Relativo à segunda etapa de implementação da graduação, o montante será destinado ao fim das obras de um prédio totalmente voltado ao curso, com novos laboratórios e salas de aula. Além da formalização da parceria, ainda houve tempo para a apresentação de um vídeo institucional e uma visita dos participantes à estrutura já existente, viabilizada por meio de um repasse anterior de R$ 8,8 milhões.

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Compuseram a mesa de honra, além do presidente da Funcesi, Maurício Mendes, o prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage; o presidente da Câmara Municipal de Itabira, Carlos Henrique Filho; o presidente do Sindicato Metabase e membro do Conselho Administrativo da Vale, André Viana; o bispo Dom Marco Aurélio Gubiotti, da Diocese Itabira/Coronel Fabriciano; e Diogo Monteiro e Marcelo Klein, respectivamente diretor de operações do complexo da Vale em Itabira e diretor de relações institucionais da mineradora.

Ademais, o evento de assinatura do convênio foi acompanhado por diversas autoridades importantes da região, como líderes educacionais e da saúde.

Com a palavra, o presidente

Maurício Mendes celebrou a ocasião, mas enfatizou a responsabilidade gerada pelo novo aporte milionário.

“Um momento de extrema alegria, mas também de muita responsabilidade. Esses recursos que a Vale, pela segunda vez, aporta em nosso curso de Medicina já vinham contribuindo muito com a formação dos nossos alunos, e agora contribuirão muito mais. Esse montante representa tudo aquilo que precisávamos para oferecer uma excelente formação, permitindo aos nossos estudantes atuarem na nossa comunidade”, discursa.

O presidente da Funcesi também ressaltou o alcance da graduação, hoje com alunos de diversas partes do país. Em comum entre eles? A participação em um curso nota 5 no Ministério da Educação (MEC).

“A maioria dos nossos discentes é de Itabira, mas também temos muitos da região, inclusive de municípios onde a vale está presente. Também possuímos alunos de outros estados aqui conosco, todos eles com uma avaliação extremamente positiva do curso que estão realizando”.

O que dizem os instituidores da Funcesi

Diretor de relações institucionais da Vale, Marcelo Klein destacou o impacto social de um curso de Medicina em uma região.

“Um momento de celebração e de alegria. A gente tem esse projeto como de grande relevância estratégica para a diversificação econômica e o futuro da cidade. Acho que o município que recebe um curso de Medicina passa por bastante transformações, além de um fortalecimento do serviço de saúde para a população. É uma oportunidade que vai impactar várias gerações de itabiranos, que terão seus médicos formados na própria terra”, analisa.

Outro a enfatizar o potencial sócio-econômico da graduação é o prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage. “Um momento histórico, um passo importante da Funcesi, que recebe quase R$ 10 milhões para terminar o prédio e concluir a montagem dos laboratórios dessa faculdade de medicina que já é uma das melhores do Brasil. Ela já nasceu forte do ponto de vista pedagógico, laboratorial e de estrutura, é um projeto que vem do ‘Itabira Sustentável’. Uma faculdade de medicina representa a diversificação econômica como se fosse uma empresa grande que viesse para Itabira, gerando frutos ainda maiores, como o conhecimento e a preparação de profissionais para Itabira, um macropolo de saúde para toda a região”.

Atual presidente da Câmara Municipal de Itabira, Carlos Henrique Filho, por sua vez, cita outro aspecto importante: a mão de obra qualificada por meio de recursos acessíveis.

“Como eu disse mais cedo, haverá um determinado momento em que esses alunos terão que fazer a residência em nossos PSFs e hospitais. Com isso, conseguiremos reduzir custos na saúde, inclusive para podermos empregá-los em outras áreas do município. O aluno residente precisa cumprir uma carga horária e poderá não ter um salário como o de um médico, mas atenderá da mesma forma e com um custo ainda menor”.

Representante da Diocese Itabira/Coronel Fabriciano, o bispo Dom Marco Aurélio Gubiotti relembrou Dom Mário Teixeira Gurgel, um dos fundadores da Funcesi. Segundo o líder religioso, Dom Mário certamente celebrou dos céus a novidade.

“Nossa diocese foi uma das instituidoras da Funcesi na pessoa de Dom Mário Teixeira Gurgel. E eu tenho certeza de que ele, dos céus, se alegra de ver o curso de Medicina. Nossa expectativa é de, em um futuro próximo, termos novos médicos formados aqui no campus à disposição de Itabira e região”.

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