
Com as temperaturas mais baixas, Barão de Cocais – assim como outras cidades da região – registra aumento nos casos de síndromes respiratórias, como a síndrome gripal (SG), a síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e outras doenças, como a Covid-19. O município contabilizou, até esta terça-feira (20), 215 casos de SG, 14 de SRAG e 51 de Covid-19 no acumulado de 2025.
Vacinação contra a Influenza tem baixa adesão
O principal desafio neste momento é a baixa adesão à vacinação contra a Influenza, comumente conhecida como gripe. A cobertura vacinal em Barão de Cocais está em 49,84% do público-alvo, enquanto o ideal recomendado pelo Ministério da Saúde é de pelo menos 90%.
A vacina contra a Influenza está disponível em todas as unidades básicas de saúde do município. Inclusive, às quintas-feiras, os postos ficam abertos até as 20h, exclusivamente para atendimento na sala de vacina.
Devem se vacinar contra a Influenza, principalmente, os grupos prioritários, como:
- Crianças pequenas
- Idosos
- Gestantes
- Puérperas
- Profissionais da saúde
- Pessoas com comorbidades
“A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir complicações, internações e óbitos causados pelos vírus da gripe. É um cuidado que protege não só quem toma a vacina, mas também toda a comunidade”, destaca a médica Amanda Martins, do PSF São João Batista.
Atendimentos crescentes sobrecarregam a rede de saúde
Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Alberto Pinto Coelho, o número de atendimentos vem crescendo:
- Janeiro: 4.584 atendimentos
- Fevereiro: 4.535 atendimentos
- Março: 5.421 atendimentos
- Abril: 5.960 atendimentos
Apenas na primeira quinzena de maio, já foram contabilizados 3.439 atendimentos, indicando que o mês poderá superar de forma significativa os anteriores.
Para garantir o atendimento à população, a UPA aumentou para quatro o número de médicos disponíveis no setor. Mesmo assim, a Secretaria de Saúde reforça a importância do uso consciente dos serviços de saúde.
Segundo Rhaysller José, diretor clínico do hospital Waldemar das Dores, o avanço das síndromes gripais preocupa porque, em toda a região, incluindo Belo Horizonte, existe um alto índice de ocupação dos leitos hospitalares.
“O avanço das doenças respiratórias tende a aumentar ainda mais essa demanda, pressionando uma rede de saúde já sobrecarregada”, lamentou.
Quando procurar o PSF e quando ir à UPA?
Em casos de sintomas leves, como:
- Coriza
- Tosse
- Dor de garganta
- Mal-estar
- Febre baixa
O ideal é procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima. As UBSs estão preparadas para realizar os atendimentos iniciais, orientar a população e aplicar a vacina.
A UPA deve ser procurada apenas em situações mais graves, como:
- Febre alta persistente
- Dificuldade para respirar
- Dor no peito
- Desorientação
- Agravamento dos sintomas
“O momento exige a colaboração de todos. Manter a vacinação em dia, procurar o local certo de atendimento e adotar medidas de prevenção, como higienização das mãos e uso de máscara em locais fechados, são atitudes que fazem a diferença para evitar o colapso da rede de saúde”, alertou o diretor clínico Rhaysller José.
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