22.04.2024 - Itabira - Raiva Humana 2 - Ascom SMS de Guanhães

A Gerência Regional de Saúde (GRS) de Itabira, por meio do Núcleo de Imunização, realizou no dia 18/4, no município de Guanhães, uma reunião técnica para apresentar e discutir o Protocolo de Profilaxia da Raiva Humana no Brasil. A reunião foi conduzida pelas referências técnicas da GRS Itabira, Marcela Cristina Silva Braga e Viviane Fortunato, com presença de representantes dos municípios pertencentes à microrregião de Saúde de Guanhães – Carmésia, Dores de Guanhães, Senhora o Porto, Materlândia, Sabinópolis e Guanhães – e também do Hospital Regional Imaculada Conceição (HIC).

A secretária municipal de Saúde de Guanhães, Rejane Ferreira Guimarães Martins, destacou a importância do encontro e informou que o objetivo foi um “alinhamento técnico sobre o Protocolo de Profilaxia da Raiva Humana no Brasil, com foco no fluxo do atendimento antirrábico para os municípios da microrregião”.

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De acordo com a referência técnica em Imunização, Marcella Cristina Silva Braga, da GRS Itabira, o município de Guanhães é sede para o atendimento Antirrábico Humano de toda a sua microrregião de saúde, composta por nove municípios, sendo referência para a aplicação de vacinas e soros antirrábicos, quando prescritos. “A reunião de alinhamento é importante para repassar conhecimentos teóricos e práticos aos profissionais de saúde, além de incentivar o aumento das notificações de atendimento antirrábico humano para profilaxia”, afirmou Marcella Braga.

Já Viviane Fortunato, também referência técnica em Imunização da GRS Itabira, informou que o encontro visou qualificar os profissionais para a definição de condutas profiláticas e desenvolver estratégias de prevenção e controle específicas para a região. “Seguir os protocolos corretamente é fundamental, pois eles trazem segurança para o profissional de saúde, visto que um erro no processo pode ser fatal para o paciente”, alertou.

A microrregião de saúde de Guanhães é composta pelos municípios de Carmésia, Dom Joaquim, Dores de Guanhães, Guanhães, Materlândia, Rio Vermelho, Sabinópolis, Senhora do Porto e Virginópolis.

O programa
O Programa de Profilaxia da Raiva, criado em 1973 pelo Ministério da Saúde (MS), prevê, como principal medida de controle da doença, a vacinação em massa de cães e gatos com o objetivo de deter o ciclo de transmissão do vírus. A vacinação é uma das principais ações de controle da raiva em áreas urbanas, responsável pela diminuição do número de casos de raivas canina, felina e humana.

Em 2010, o Ministério da Saúde alterou definitivamente as vacinas usadas na rotina e nas campanhas de vacina antirrábica canina e felina pelas vacinas de cultivo celular, por apresentarem maior segurança e eficácia na conversão de títulos protetores nesses animais. Essa vacina é enviada aos estados e está disponível de forma gratuita no SUS para a vacinação de cães e gatos em campanhas massivas e para demandas da rotina.

Transmissão
A raiva é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura desses animais. O período de incubação é variável entre as espécies, desde dias até anos, com uma média de 45 dias no ser humano, podendo ser mais curto em crianças. O período de incubação está relacionado à localização, extensão e profundidade da mordedura, arranhadura, lambedura ou tipo de contato com a saliva do animal infectado; da proximidade da porta de entrada com o cérebro e troncos nervosos; concentração de partículas virais inoculadas e cepa viral.

A raiva é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura desses animais. O período de incubação é variável entre as espécies, desde dias até anos, com uma média de 45 dias no ser humano, podendo ser mais curto em crianças. O período de incubação está relacionado à localização, extensão e profundidade da mordedura, arranhadura, lambedura ou tipo de contato com a saliva do animal infectado; da proximidade da porta de entrada com o cérebro e troncos nervosos; concentração de partículas virais inoculadas e cepa viral.

Sintomas
Os sintomas da raiva humana só começam a aparecer quando o vírus chega ao cérebro. Esse período é de aproximadamente 45 dias após infecção. Os primeiros sintomas são parecidos com os sintomas da gripe, como mal-estar geral, sensação de fraqueza, dor de cabeça, febre baixa e irritabilidade.
Conforme o desenvolvimento da doença, sintomas relacionados com a função cerebral começam a aparecer, como ansiedade, confusão, agitação, comportamento anormal, alucinações e insônia. Geralmente, quando esses sintomas aparecem, significa que a doença chegou ao seu estágio fatal e por isso o paciente pode ser internado no hospital apenas para fazer medicação diretamente na veia e tentar aliviar o desconforto.

Tratamento
A raiva humana (hidrofobia) tem cura, mas a pessoa deve procurar ajuda médica assim que é mordida por um animal infectado ou quando surgem os sintomas. O tratamento da hidrofobia deve ser feito em duas situações distintas:
Profilaxia pré-infecção: é um tratamento preventivo, que utiliza a vacina antirrábica. Depois da administração da vacina, é verificada a resposta imunológica do paciente para ter certeza de que o sistema de defesa desenvolveu a quantidade necessária de anticorpos.

Profilaxia pós-infecção: é o tratamento indicado depois que a pessoa foi mordida ou arranhada por um mamífero. Este tratamento inclui a aplicação da vacina antirrábica e de imunoglobulina antirrábica humana (produzida a partir do plasma de doadores previamente imunizados).

A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde desenvolveu um manual denominado “Normas Técnicas de Profilaxia da Raiva Humana”, que deve servir de referência para a prevenção e tratamento da raiva humana.

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