Agentes da Polícia Civil de Minas Gerais estão sob investigação após suspeitas de terem vazado fotos da autópsia da cantora Marília Mendonça. A operação, realizada na tarde de segunda-feira (22/05/2023), teve como alvo um inspetor, de 48 anos, da Delegacia das Mulheres de Santa Luzia, na região metropolitana, e uma funcionária do setor de toxicologia do Instituto Médico-Legal de Belo Horizonte.
Segundo as investigações, a dupla teria colaborado na divulgação das imagens do exame de autópsia realizado no corpo da renomada cantora sertaneja. O inspetor, que já possui antecedentes criminais relacionados ao tráfico de drogas e à receptação, é suspeito também de ter vazado o resultado do exame de necrópsia.
Durante a operação, foram cumpridos pelo menos dois mandados de busca e apreensão, autorizados pela juíza de direito da vara de inquéritos da comarca de Belo Horizonte. Durante as buscas, os agentes encontraram drogas no veículo do inspetor, que foi preso e encaminhado à delegacia.
Em comunicado oficial, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que a investigação está em andamento, sob responsabilidade da Corregedoria-Geral. A instituição ressaltou que não tolera condutas ilícitas e que buscará dar uma resposta adequada à sociedade.
“A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que o procedimento investigativo segue em tramitação a cargo da Corregedoria-Geral de Polícia Civil, que vem realizando todas as diligências cabíveis para identificar o usuário que deu causa ao vazamento do laudo pericial. A investigação encontra-se em seu curso regular, buscando a elucidação do caso para a devida responsabilização administrativa e criminal dos envolvidos. A PCMG salienta que não coaduna com a prática de condutas ilícitas e buscará dar a resposta adequada à sociedade, no menor prazo possível”, declarou a nota da Polícia Civil.




















