O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou a freira Adelaide Dantas pela morte de 10 idosos no asilo conhecido como Vila Vicentina, em Divinópolis/MG, os homicídios aconteceram em 2021. A freira também foi denunciada pelos crimes de tortura, falsidade ideológica, exercício ilegal da medicina e maus-tratos.
O caso veio à tona em abril de 2020, quando funcionários denunciaram os casos de violência contra os moradores do lar. No inquérito finalizado pela Polícia Civil, em janeiro deste ano, foi constatado casos de violência contra 58 vítimas, sendo que 10 morreram por falta de assistência médica e omissão de socorro.
Além de Adelaide, mais 8 funcionários do asilo foram denunciados por violentar, ameaçarem e submeterem a intensos sofrimentos físicos e mentais os moradores que estiveram no asilo entre o período de 2015 e 2022. Outros 6 funcionários foram denunciados por se omitirem às torturas provocadas pelos colegas.
Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público, o quadro de funcionários era extremamente reduzido e os idosos eram mantidos em um espaço pouco higiênico, com poucos alimentos e sem os cuidados básicos. Além disso, aqueles idosos considerados como “trabalhosos”, eram submetidos ao castigo de ser trancado em locais com grades e cadeados, sem poder sair nem para comer e nem para fazer as necessidades básicas.
Por fim, o MPMG não solicitou a prisão de nenhum dos envolvido. Segundo a promotora, o pedido trataria de “medida de exceção”, devendo ocorrer apenas em situações específicas.
No entanto, a promotora Graziela Rodrigues solicitou que os denunciados sejam impedidos de se aproximar das vítimas e familiares, que não possam sair da cidade e que devem comparecer ao juiz a cada dois meses.
Para garantir a sobrevivência dos internos, durante a investigação, a freira responsável foi afastada e outros representantes assumiram a coordenação.




















