Créditos: Escola Municipal Arthur Guimarães de portas fechadas. — Foto: Lucas Franco / TV Globo

Servidores municipais da educação e da saúde fazem paralisação, na manhã desta terça-feira (1º), em Belo Horizonte. De sete unidades da capital checadas pela reportagem, sendo cinco escolas e dois centros de saúde públicos, quatro registravam reflexos do movimento.

As duas unidades de saúde estavam paralisadas parcialmente. No Centro de Saúde Jardim Montanhês, da Região Noroeste, técnicos de enfermagem e enfermeiros não compareceram para trabalhar. No posto do bairro Carlos Prates, segundo funcionários, a paralisação atingia todos os setores.

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“Precisei fazer o remanejamento de servidores para garantir atendimento à população”, disse a gerente da unidade do bairro Carlos Prates.

Já no setor da educação, duas unidades também apresentaram problemas. Na Escola Municipal Arthur Guimarães, no bairro Nova Esperança, Região Noroeste, os alunos não tiveram aulas nesta terça-feira. Ela amanheceu de portas fechadas.

No bairro Caiçara, apenas alunos de duas turmas da Escola Municipal Monsenhor Artur de Oliveira conseguiram assistir aulas.

Assembleia geral com paralisação
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel) disse que convocou assembleia geral com paralisação para amanhã desta terça-feira, na Praça da Estação, para deliberar com as categorias sobre a proposta em tramitação na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH).

O sindicato informou que, no dia 10 de outubro, enviou à CMBH “o Projeto de Lei nº 434/2022, que prevê a Reforma Previdenciária para todos os servidores públicos de Belo Horizonte, sendo que o referido projeto de lei somente ganhou número e se tornou público na quinta-feira (20)”.

“Entendemos que o PL praticamente reproduz em as regras aprovadas na última reforma previdenciária federal (EC nº 103/2019) e é mais prejudicial que a reforma da previdência estadual (EC 104/2020). O SINDIBEL vê com preocupação as alterações propostas por impactar negativamente as aposentadorias e pensões”, manifestou a diretoria do sindicato.
O que diz a PBH
“A Prefeitura de Belo Horizonte respeita o direito à paralisação e ressalta que a adesão é de cada professor. É importante reforçar que, se necessário, as reposições de dias paralisados serão garantidas integralmente no calendário escolar”, disse, em nota, a PBH.

“A Secretaria Municipal de Saúde está atuando de forma a garantir a assistência à saúde da população do município., esclareceu.

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